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Palavra do Pastor › 14/06/2020

Somos um povo sacerdotal

Os textos bíblicos, que ouvimos neste 11º Domingo do tempo comum, nos ajudam a compreender a realidade da Igreja. A primeira leitura (Ex. 19, 2-6a) evoca a Aliança que Deus estabeleceu com Moisés no Monte Sinai, durante a fuga do Egito; o Evangelho (Mt 9, 36 – 10, 8) nos narra o chamamento e a missão dos doze Apóstolos. Por meio da Palavra inspirada, o Espirito Santo nos revela a constituição íntima da Igreja. Estas palavras são dirigidas a cada um de nós, à comunidade da qual somos pedras vivas, como um convite a reavivar o ardor da nossa vocação missionária para dilatar o Evangelho do Reino, porque o Senhor – pelo sangue do nosso resgate – faz de nós “um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Ex. 19, 6a).

Dentre os que foram incorporados a Cristo e passaram a fazer parte desse povo sacerdotal, “não existe membro que não tenha parte na missão de todo o povo” (PO 2). Pelo sacerdócio comum a todos os fiéis, os batizados oferecem sacrifícios espirituais e anunciam os poderes dAquele que das trevas os chamou à sua luz admirável (cf. LG 10). No entanto, o Senhor também escolhe, separa e consagra alguns irmãos para o sacerdócio ministerial, com a missão de formar e apascentar a grei de Cristo, e oferecer o sacrifício eucarístico em nome de todo o povo e em seu favor. Se pelo sacerdócio comum, os fiéis leigos são chamados a santificar as realidades em que se movem e vivem, pelo sacerdócio ministerial os bispos e presbíteros são chamados a oferecer aos irmãos os bens espirituais de que necessitam para viver santamente a sua vocação. Por isso o Concílio Vaticano II quis lembrar que o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial se ordenam um ao outro.

Enquanto meditamos nessas leituras o nosso pensamento se volta para a nossa Arquidiocese, que aguarda em ardente oração a escolha do sucessor de Dom Sérgio, do novo pastor que o Santo Padre a seu tempo nomeará para guardar a Igreja de Cristo que está em Brasília. Ao ver as multidões abatidas, Jesus se compadeceu delas e disse aos discípulos: “A messe é grande, os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9, 37-38). Ele chamou os doze e lhes conferiu os poderes da sua missão messiânica, primeiro Pedro e, com ele, os demais. Em seguida enviou os Doze em missão. Convidou a rezar, chamou e enviou. E os Doze partiram imediatamente para anunciar que o Reino de Deus está próximo.

A oração do povo sacerdotal desta amada Igreja de Brasília chegará ao Coração do Bom Pastor. Ele a ouvirá e nos enviará no tempo oportuno o próximo Arcebispo. Nesse ínterim procuramos continuar com renovado vigor na missão da Igreja, cada qual segundo a graça recebida.

A Virgem Mãe Aparecida não deixará de interceder por nós.

 

+Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida

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