Somos chamados a dar nova alma à casa comum

 

Hoje, dia 1º de setembro, a Igreja Católica, junto com outras comunidades cristãs, celebra o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído pelo Papa Francisco em 2015.

Nessa data, inicia-se o Tempo da Criação, período de oração pela Criação, que se estende até o dia 04 de outubro, Festa de São Francisco de Assis. Tempo de dedicação a diversas atividades relacionadas à interação entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Quando recorremos à Sagrada Escritura, recordarmos as maravilhas da Criação.

A história da criação do céu e da terra, bem como de tudo que neles existe, exaltada em Gênesis 1, 1-31: “Deus disse: ‘Faça-se a luz’…(Gn1,3); ‘Faça-se um firmamento’…(Gn1,6); ‘Que as águas que estão debaixo do céu se juntem… e apareça o elemento árido…(Gn1,9)”, demostra o poder e o amor de Deus para com a sua criação.

Seguindo a narração do primeiro capítulo do Gênesis, o salmista louva a criação com riqueza de detalhes e reconhece a grandiosidade da obra divina: “Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes.” (Sl 103, 24)

O profeta Isaias constata o Criador e sua obra: “…o Senhor Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopre vital àqueles que pisam solo.” (Is 42, 5)

Ao criar o homem, Deus entrega a ele toda a Criação (Gn1,26), para que ele usufrua dela e a proteja, mantendo-a e a revigorando.

Como cristãos, devemos assumir o compromisso pela Criação perante Deus Pai. Somos os seus instrumentos para cuidar um dos outros e do nosso habitat.

Diante dos sinais de alarme dados pela natureza, em razão da destruição, do desequilíbrio, do consumo desenfreado, dentre outras, somos chamados, urgentemente, a cooperar para o bem comum.

O Papa Francisco, na Encíclica ‘Laudato Si’ (LS), ao expor ‘o que está a acontecer à nossa casa’, propõe, como caminho para recuperar a Criação, uma ecologia integral, ou seja, uma aliança entre a humanidade e o ambiente: “Uma ecologia integral exige que se dedique algum tempo para recuperar a harmonia serena com a criação, refletir sobre o nosso estilo de vida e os nossos ideais, contemplar o Criador, que vive entre nós e naquilo que nos rodeia e cuja presença «não precisa de ser criada, mas descoberta, desvendada».” (LS 225)

No momento atual a humanidade precisa reconhecer o mais rápido possível que é necessário “dar alma nova, realmar, a desgastada relação do homem com a criação… todos somos chamados a refletir sobre a necessidade de cultivar novos hábitos com disciplina, caminho para transformarmos a sociedade, tornando-a melhor, justa e solidária”. (Dom Walmor, Presidente da CNBB)

Neste período dedicado ao Tempo de Criação, rezemos o Hino de Minha Terra, conjunto de versos que compõem o livro de orações ‘Rumo ao Céu’, escrito pelo Padre José Kentenich, Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, em 1943, no Campo de Concentração, em Dachau, Alemanha. Diante de um cenário muito difícil, de muitas tribulações, de doenças, de insegurança, de mortes, o Hino de Minha Terra canta os mais altos ideais.

No momento atual, com o enfrentamento da pandemia, do descaso com a natureza, com a ‘casa comum’, cada um de nós é chamado a fazer a sua parte.

Por meio de Schoenstatt, a terra que busca a conquista do amor, da pureza, da liberdade, da alegria, da verdade, da vitoriosidade, rezemos por nosso planeta.

 

Hino da Minha Terra

(600) Conhece a terra tão cálida e acolhedora,
que o eterno Amor construiu para si,
onde corações nobres pulsam,
intimamente unidos
e se suportam com alegria sacrifical;
onde abrigando uns aos outros,
se inflamam e afluem para o coração de Deus;
onde brotam torrentes borbulhantes de amor,
para saciar a sede de amor no mundo?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

(601) Conhece a terra tão rica e pura,
reflexo da beleza eterna,
onde almas nobres e fortes
desposam o Cordeiro de Deus;
onde olhos brilhantes irradiam calor
e mãos bondosas aliviam sofrimentos;
onde mãos puras se unem constantemente
em oração, para banir os poderes do inferno?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

(602) Conhece a terra, igual ao céu,
o reino da liberdade, ardentemente almejado,
onde a magnanimidade e o sentido do decoro
vencem a tendência que arrasta para baixo;
onde os mais leves desejos de Deus
vinculam e despertam alegre decisão;
onde sempre se impõem vitoriosamente,
segundo a lei fundamental do amor?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

(603) Conhece a terra impregnada de alegria,
porque nela o sol não conhece ocaso;
onde os corações vivem serenos,
na posse dos bens eternos;
onde coração e vontade se deleitam, sem cessar,
com os abundantes dons de Deus;
onde a vara mágica do amor logo transforma
toda a tristeza em alegria?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

(604) Conhece a terra, a nação de Deus,
que o Senhor construiu para si:
onde reina a veracidade
e a verdade domina e triunfa;
onde nosso agir e omitir são julgados,
segundo as santas normas da justiça;
onde o amor une corações e mentes
e o Senhor e Mestre empunha o cetro?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

(605) Conhece a terra pronta para o combate,
habituada a vencer em todas as batalhas,
onde Deus desposa os fracos
e os escolhe como instrumentos;
onde todos confiam nele heroicamente
e não se apoiam em próprias forças;
onde, jubilosos, estão prontos
a entregar por amor o sangue e a vida?

Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
é o prado de sol no brilho do Tabor,
onde nossa Senhora Três Vezes Admirável
impera no meio de seus filhos prediletos
e retribui fielmente todos os dons de amor,
revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt! 

 

Por Lúcia da Silva Gomes

Colaboração: Maura Regina Santana de Jesus

(União de Mães de Schoenstatt)

REFERÊNCIAS:

Bíblia Sagrada. Editora Ave-Maria, Edição Claretiana, 2010

Papa Francisco, Carta Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado da casa comum. Solenidade de Pentecostes, Roma 24 de maio de 2015

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, https://www.cnbb.org.br/dom-walmor-incentiva-celebracoes-eucaristicas-deste-1o-de-setembro-com-a-intencao-pelo-cuidado-da-criacao/

Padre José Kentenich, Rumo ao Céu. Orações para uso da Família de Schoenstatt, Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, 2009

By |2021-08-31T13:22:26-03:0001/09/2021|Notícias Tabor da Esperança|0 Comments
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