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Artigos › 07/12/2018

Solenidade da Imaculada Conceição

Por Maura Regina Santana de Jesus – No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição. E é  neste tempo litúrgico do Advento, caminhando para o Natal, que somos convidados a olhar para Maria, a Imaculada, e reconhecer nela o modelo de como acolher Jesus, que está chegando.

Maria, o modelo de santidade

Para ser digna Mãe de Cristo, Deus preservou Maria do pecado original e a fez cheia de graça, imaculada desde a sua concepção. Ela foi conservada por toda a vida sem pecado, por causa dos méritos de seu Filho Jesus. Assim confirma o Concílio Vaticano II, ao afirmar que Maria, desde o primeiro instante de sua existência, é enriquecida com uma santidade surpreendente, absolutamente única (Lumen Gentium, 56).

Toda a existência de Maria é uma plena comunhão com o seu Filho Jesus, uma entrega total a Deus. No Advento, a Mãe Imaculada, por seu amor-doação, quer nos conduzir até o presépio de Belém, preparando-nos para a vinda do Salvador, com seu exemplo de obediência, de escuta, de acolhimento, de fé, de santidade.

Pelo céu escuro da incerteza, fraqueza, ganância, soberba, indiferença e sensualidade desenfreada que dominam o mundo atual, a Imaculada surge e brilha como a estrela que guia a humanidade para o encontro com o Redentor do mundo.

Maria, a mulher cheia de graça, representa a balança do mundo, o equilíbrio, a ordem entre a natureza e a graça. À medida que a vinculação a Maria se torna mais profunda, mais o coração humano se ordena, se educa, se transforma.

Maria, o ideal da mulher cristã

A Mãe de Deus é o modelo de vida para toda a humanidade, porém, para o ser feminino, de forma especial, ela se apresenta como modelo de perfeição e de aspiração. Ao buscar concretizar no dia a dia os traços da Imaculada, a mulher se coloca constantemente na presença de Deus, expressando o seu sim ao chamado à santidade do Pai celeste.

Padre José Kentenich nos ensina que o ser feminino possui uma essência vital tríplice: como Maria, a mulher é inteira alma, inteira entrega e inteira pureza.

Por ser inteira alma, a mulher, pela sua natureza, une o espiritual ao material organicamente. Espiritualiza os processos de vida. Cria uma atmosfera ao seu redor que evidencia a presença e o amor de Deus.

Padre Kentenich confirma: “Frente a uma cultura sem alma, a mulher tem uma missão que não pode ser substituída por nada, infundir alma, servir com respeito, entregar-se com amor, ser alma em todos os lados, pôr alma em todo lugar”.

A mulher, por sua essência, tem a vocação de acolher e dar vida. Ela é maternal em todo seu ser.  Como esposa é fecunda e gera vida; como consagrada renuncia a fecundidade física, mas acolhe a fecundidade espiritual, é mãe espiritual. Em ambas o ser feminino se torna toda doação. São João Paulo II diz: “A dignidade da mulher se relaciona intimamente com o amor que recebe pela sua feminilidade e também com o amor que ao mesmo tempo ela dá. A mulher não pode encontrar-se a si mesma se não é dando amor aos demais”. Daí ela ser inteira entrega, por sua capacidade de renunciar, de resistir, de sacrificar-se pelo outro.

A alma feminina acolhe com mais docilidade a pureza que Deus quer introduzir em sua natureza. Ela se reconhece pequena e dependente, sente a necessidade de Deus Pai e se torna cada vez mais filial. Ser inteira pureza faz com que a mulher concentre todas as suas forças na total entrega de sua vida aos planos de amor de Deus.

A Mãe de Deus, que é toda alma (espiritual), toda doação (entrega) e toda pureza (integridade), deseja ser a Educadora de todas as mulheres, para que possam viver a feminilidade com dignidade, integridade e transcendência. Ela quer fazer de cada ser feminino uma ‘pequena Maria’. Para isso, com Maria, a mulher deve buscar a autoeducação e acolher a vocação e missão feminina que lhe foram dadas por Deus no momento da criação.

Com a Imaculada, gerar Jesus ao mundo

A solenidade da Imaculada Conceição, neste tempo de Advento, resulta em uma espiritualidade comprometida. Vinculados à Maria de Nazaré, a Imaculada, acolhamos o Menino Jesus, com o coração aberto e disponível, para fazê-lo renascer na cultura atual. Com a alma, a pureza e a dedicação da Imaculada, levemos o próximo ao encontro de Jesus.

Por Maria, em Cristo e no Espírito Santo, busquemos o caminho da santidade e nos tornemos protagonistas na renovação do mundo.

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