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Projeto “Sonhar um futuro sem fome”

O combate à fome no mundo exige a união de nações, da sociedade civil e de todas as pessoas de boa vontade, como também exige a necessidade de estudos climáticos, de políticas públicas e agrícolas, entre outros esforços.

A Igreja estimula cada cristão a se conscientizar das necessidades do próximo. Assim nos diz o Papa Francisco: “É preciso assumir, com firmeza e determinação, o problema do outro. Podemos sonhar um futuro sem fome, mas isso só é legítimo se nos envolvermos em processos tangíveis, relações vitais, planos operativos e compromissos reais” (Mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro de 2018.)

Atenta à realidade a sua volta, a União Apostólica de Mães do Santuário do Tabor da Esperança, Brasília, com a colaboração dos Ramos e da Campanha da Mãe Peregrina, bem como dos familiares e amigos, realizou, no dia 23 de novembro deste ano, uma ação social junto à Associação Santos Inocentes, instituição civil sem fins lucrativos, que visa à defesa da vida desde a concepção até o seu término natural, acolhendo e amparando crianças e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O projeto de ação social ‘SONHAR UM FUTURO SEM FOME’, idealizado pela União de Mães, quis dar uma resposta concreta ao contexto social e desafiador da atualidade. Com compromisso e solidariedade, pelos laços da fraternidade, propôs ser ‘Schoenstatt em saída’ no combate à fome, ao arrecadar alimentos para colaborar de forma concreta com as necessidades primárias dos mais desfavorecidos.

 

No dia 22 de novembro, a União de Mães e representantes de alguns Ramos participaram da Santa Missa, no Santuário, celebrada pelo Padre Paulo César Magalhães, quando receberam a bênção, indispensável ao envio à missão.

O projeto de ação social, que vinha sendo implementado desde agosto, mobilizou muitas ações e pessoas no que se refere à organização das atividades envolvidas, desde o recebimento até a entrega das doações à Associação.

Cláudia, do 9º. Curso da União de Mães, que participou do momento da entrega na Associação, testemunha: “Foi uma vivência maravilhosa, fiquei muito emocionada. Como é bom sairmos do nosso mundinho e vermos que existe uma realidade muito sofrida, necessitando de ajuda… Ao ver no olhar de cada mãe do abrigo a esperança de dias melhores e a simplicidade em agradecer por cada doação, foi realmente uma lição de vida para mim.”

Sirlei, mãe do mesmo Curso da União, acrescenta: “Poder ouvir e ver de perto a realidade daquelas mães, para mim, foi muito emocionante, controlei para não chorar. Tudo me fez refletir muito sobre minha vida e também sobre a vida de tantas pessoas que têm tudo para viver bem e feliz. Temos muito a agradecer e pouco a reclamar. Vi como as mães estavam atentas a tudo que acontecia. Espero que nossa iniciativa tenha contribuído de alguma forma para melhorar um pouquinho o viver delas.”

Gisa, coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina, afirma: “Realizar essa missão trouxe aos missionários alegria e impulso para continuar nossa missão de levar a pequena Capelinha às famílias. As famílias também abraçaram conosco esse projeto, elas recebiam o pedido de ajuda com tanta satisfação e, com amor, dividiam conosco os seus bens… Lá na Casa de Acolhida, teve uma mãe que mais me tocou; o seu olhar era entristecido, mas, quando ela recebeu o enxoval do bebê, os olhos dela mudaram. Ao vê-la abrindo com carinho o pequeno presente, senti nela alegria e amor, vi que ela se sentiu amada e, durante o lanche, ela transmitia paz e alegria.”

Na busca de ser um homem novo, é preciso deixar vestígio de nosso ser no dia a dia do outro, é preciso sair de nós e ir ao encontro do outro. Assim, o projeto, além de saciar a fome, teve como objetivo transformar o irmão (o que participa do projeto, o que doa o alimento, o que recebe o alimento) em um homem novo.

Nosso Pai e Fundador em toda a sua vida nos presenteou atitudes de misericórdia. Ele vivenciou a solidariedade, a fraternidade e a caridade em convívio com o próximo, conforme relato de um sacerdote polonês: “Quando foi permitida a entrada de pacotes no campo (Campo de Concentração de Dachau), ele (Pe. Kentenich) sempre presenteava aos mais pobres algo do que havia recebido… Ninguém era tão grande, tão santo; ninguém era tão fiel como o Pe. Kentenich… Ele dava sempre a metade de sua pequena porção de pão ao sacerdote que com ele partilhava o mesmo armário. Para nós, a porção de pão que recebíamos nunca era suficiente… Nesse tempo de grande fome, alguns até se esqueciam da cortesia mais primitiva, mas o Senhor Padre nunca se esqueceu da cultura humana”

Unidos ao Pai e Profeta, queremos sonhar um futuro sem fome na busca incessante da conquista de uma nova terra mariana. Sabemos que o que podemos fazer diante de tanta complexidade social não é muito, mas, com pequenas atitudes, almejamos diminuir a tristeza e a amargura de algumas pessoas que sofrem por não conseguirem se alimentar de maneira suficiente e saudável.

Por Maura Regina Santana de Jesus

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