Pelo Batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus

Com a Festa do Batismo do Senhor, a Igreja conclui o Ciclo do Natal e inicia o Tempo Comum. Uma Festa que tem caráter epifânico, ou seja: é uma modalidade nova da apresentação, da manifestação do Filho de Deus.

A liturgia de hoje recorda o batismo de Jesus, realizado por João Batista nas águas do rio Jordão. Jesus se manifesta como o Filho de Deus que, com a força do Espírito Santo, cumprirá plenamente a vontade do Pai – o bem, a justiça e a paz entre os seres humanos. Trata-se, pois, do início da missão do Senhor, da qual todo batizado participa. Com efeito, ser batizado é tornar-se servo. É ser capaz de amar a justiça com todo o ser – mente, vontade e coração –, no compromisso e serviço.

Jesus é proclamado o Filho bem-amado, e sobre ele desce o Espírito Santo. “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer” (Mc 1,11). Nele se cumpre a palavra de Deus proclamada por Isaías, a qual dá o sentido de sua missão: “Eu te constituí como centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas” (Is 42,6-7). Nessa mesma linha vão as palavras de Pedro na segunda leitura (At 10,34-38).

Aliança Batismal

A Aliança de Amor com Maria, em Schoenstatt, é uma renovação e aprofundamento da Aliança batismal, uma nova forma de se viver o Batismo. Por isso, ela necessita e quer ajudar que o consagrado viva, em primeiro lugar, seus compromissos de batizado. Quando a Mãe de Deus exige um comprovado amor a ela, a santificação pessoal, a forte exigência sobre si mesmo, o fiel e fidelíssimo cumprimento do dever, uma zelosa vida de oração e muitas contribuições ao Capital de Graças, essas seis exigências significam viver bem o Batismo.

Pe. José Kentenich afirma: “O Espírito de fé nos diz que a aliança batismal contém três elementos essenciais: desprendimento de si mesmo, entrega e disponibilidade. O cristão é separado do mundo, deixa de pertencer a si mesmo, já não é senhor de si próprio, por isso, não pode fazer tudo o que quer. Pertence ao Senhor, a quem se entregou. Foi por ele aceito e unido a sua pessoa. Desta aliança com Cristo e com a Trindade surgem muitas consequências e exigências para a parte humana”.

Pelo Batismo o cristão recebe uma vida nova e o presente de ser chamado filho de Deus, isso é causa de grande alegria, mas também implica imensa responsabilidade. O selo de “batizado” pede uma atitude de “batizado”, virtudes e ações que precisam ser cultivadas ao longo da vida como resposta de gratidão ao incomparável presente de ser filho do Pai Eterno.

Direitos e deveres do batismo

O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. Logo, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser obediente e dócil aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o Batismo é fonte de responsabilidade e de deveres, o batizado também goza de direitos dentro da Igreja: de receber os sacramentos, de ser alimentado com a Palavra de Deus e de ser sustentado pelos outros auxílios espirituais da Igreja. Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus” (1269-70).

A alegria de viver como batizados

As “promessas e exigências” do Batismo são fontes de alegria, pois nos ajudam a libertar-nos do que nos prende ao mal. Estas incluem renunciar ao pecado e viver a fé católica, que tem seus pontos fundamentais resumidos na oração do Credo, tudo isso pelo grande presente e a alegria da vida eterna. É verdade que não é um desafio simples, requer coragem e ousadia marcadas por um grande amor. Mas, é fonte de alegria, pois nisso se baseia a relação com Deus, na troca mútua presentes de amor.

Como Cristo, sempre em saída!

Ser batizado e selar a Aliança de Amor requer o empenho alegre para ser um homem novo que cria, por seu ser, uma nova comunidade. Deus confia a cada batizado – e isso é mais forte para aqueles que se consagraram à Maria – a missão de ser um outro Cristo para o mundo, transparecendo a misericórdia do Pai e formando, em todos os lugares, uma cultura de Aliança. A Mãe de Deus, em seu Santuário nos educa como esses missionários da Aliança, sempre em saída.

Fonte: Schoenstatt.org.br

By |2021-01-07T09:59:26-03:0009/01/2021|Notícias gerais|0 Comments
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