Schoenstatt - Santuário Tabor da Esperança

(61) 3302-2103

(61) 99828-9800

contato@schoenstattbrasilia.org.br

Os desafios da Campanha da Mãe Peregrina

Foto: arquivo Santuário Tabor da Esperança (antes da pandemia)

Em Brasília/DF, a Ir. M. Floriza Kazue Okuda cuida da comunidade e da espiritualidade das famílias

Juliana Dorigo– Trabalhar com a Campanha da Mãe Peregrina em meio a pandemia se tornou um desafio para as Irmãs de Maria de Schoenstatt, de diversas regiões do Brasil. As irmãs assessoras ajudam na evangelização e orientam coordenadores, missionários e famílias, sobre a espiritualidade da Campanha iniciada pelo Servo de Deus, João Pozzobon, em 1950.

No Santuário Tabor da Esperança, a assessora da Campanha, Ir. M. Floriza Kazue Okuda, cuida das iniciativas da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Ela conta sobre os desafios a superar em tempos de distanciamento social: “No primeiro momento foi um impacto, sem saber o que viria pela frente. Durante quase três meses, foi somente união pela oração. Diariamente, duas a três vezes ao dia, rezava a “Oração em Aflição” do Pe. Kentenich, e a novena pela beatificação de João Pozzobon pedindo a sua intercessão pelas famílias mais necessitadas e que, lá da eternidade, junto de Deus e da Mãe e Rainha pudesse, invisivelmente, levar a imagem nestas famílias, nos hospitais e presídios, nas casas das crianças e jovens que não podem ir à escola neste tempo de pandemia. Foi uma grande graça que, aqui no Santuário tivemos Santa Missa diária online durante a pandemia. E assim, apresentar as intenções que chegavam a nós pelos meios de comunicação”.

Graças a Pascom (Pastoral de comunicação) do Santuário, as atividades online são transmitidas diariamente como: a Santa Missa, o momento de Adoração à Jesus Eucarístico, também no dia 18 de cada mês, a renovação da Aliança de Amor.

Cultivo de vínculos

Ir. M. Floriza comenta, que encontrou uma forma para cultivar a vinculação com os coordenadores, missionários e famílias pelo telefone: “Foi uma forma de ir ao encontro para ouvir como estavam passando, saber se tinha algum missionário ou família com alguma intenção especial, sobre iniciativas que surgiram. Estes contatos foram ocasião para levar alento e consolo, estímulo na fé e reavivar o vínculo com o Santuário como fonte de graças. Pela reação na conversa foi como que um renovar a esperança em situação de medo, insegurança, angústia sem saber como lidar com os problemas surgidos, com a inércia no sentido do espírito missionário que os levou o impacto da pandemia. Muitos se perguntavam e se sentiam infelizes estando em casa sem poder fazer algo no sentido da missão.  Estimulava os coordenadores a fazerem contato com seus grupos e o retorno foi muito gratificante”.

O trabalho com a pastoral do Santuário não foi interrompido, mesmo de portões fechados, o Tabor da Esperança estava aberto para orações que chegavam pelas redes sociais e pelo telefone, que tocava diariamente. Diversos peregrinos, que passavam por ali, mesmo pelo lado de fora, rezavam em frente ao portão, ou estacionavam os carros e ficavam em oração, no silêncio, a sós com Deus e a Mãe Três Vezes Admirável.

Momento de coragem

Um momento de dificuldade, mas também de esperança. “Ainda estamos como Noé na arca após a quarentena do dilúvio, quando ele soltava um pássaro para ver se estava tudo bem. Em geral, ainda há muito receio, mas as iniciativas em preparação aos 70 anos começam a encorajar a fazer algo. Como continuar a evangelização com a Mãe Peregrina em tempos de pandemia e pós pandemia?  Como João Pozzobon enfrentaria a pandemia se vivesse hoje?”, explica Ir. M. Floriza.

O trabalho com a Mãe Peregrina não para e o Santuário Tabor da Esperança tem realizado diversas iniciativas através da Campanha, como:

  • Reunião e formação com Coordenadores de Vicariato e Diocese para despertar a criatividade, a pequenas e singelas iniciativas em seus círculos e grupos de acordo com a sua realidade. Formação da consciência de missão e de instrumento.
  • Vídeos curtos preparando a celebração dos 70 anos da CMP em tempos e circunstâncias de pandemia, com reflexões da vida de João Pozzobon.  “Faço parte desta história dos 70 anos da Campanha”. Impulsos para despertar novas iniciativas de evangelização para o pós-pandemia.
  • Estimular os Coordenadores e Missionários como material de formação: ‘Incansável Peregrino’.
  • Assistência a grupos menores, por setor ou cidade, ao Coordenador que tem mais dificuldades e limitações.
  • Preparação de atividades para realizar uma novena antes do dia 10 de setembro e uma celebração festiva com encerramento da Gincana João Pozzobon, culminando com a celebração da Santa missa no Santuário presencial para um grupo representativo e transmissão online envolvendo a participando de todos.
  • Estudar uma forma de concretizar a formação para a Aliança de Amor em tempos de pandemia, não só a forma de como preparar, mas relacionar o conteúdo com a situação e os desafios dos tempos de hoje.

O que a Mãe de Deus espera?

Por fim, a Ir. M. Floriza deixa uma mensagem para todas as famílias que recebem a Mãe Peregrina. “O que a Mãe de Deus quer conosco na pandemia? Que busquemos conhecer mais a Deus Pai que criou um mundo com sabedoria, está presente nela e que realiza um projeto de amor em nossa vida e na vida do mundo. Que encontremos este Deus na história de nossa vida. E nos decidamos permanecer em Deus. E ela está pronta a nos ajudar como Mãe a encontrar este caminho, a nos ensinar como Educadora, através das graças do Santuário.”

 

Fonte: Mãe Peregrina

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X