Caridade, a exteriodade do amor

Hoje, celebramos o Dia Nacional da Caridade, comemorado anualmente em 19 de julho. Este dia foi instituído no Brasil no ano de 1966, pelo então presidente Humberto Castelo Branco, por meio da Lei N°5.063, de 04 de julho de 1966.
Com a finalidade de difundir e incentivar a prática da solidariedade e do bom entendimento entre os homens, a referida lei evidencia a doutrina e o ensinamento cristãos do amor que não se acaba.
A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus (§1822 CIC). O apóstolo São Paulo traçou um quadro incomparável da caridade, ao expor a exterioridade do amor: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7).

ACIMA DE TUDO A CARIDADE

O amor vence todas as barreiras e dificuldades. Hoje, nas nossas lutas diárias, não faltam problemas, mas isso não é de agora, pode ser que o momento atual tenha potencializado, mas todos nós sempre tivemos nossas lutas. Porém, sabemos que nunca estivemos sozinhos! Estamos em sintonia com o coração de Deus. O amor dedicado a Deus acontece quando servimos o outro. O amor dá sentido à nossa vida e transforma a realidade do outro.

A CARIDADE DESPERTA

Muitos de nós se prendem ainda no pouco, pensando que precisam ter muito para fazer a diferença na vida de alguém, de uma família.
Desperte! Doe o que você pode, com o coração sincero e, com certeza, a Divina Providência providenciará! “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 1-11). Desperte! Comece, então, a fazer o pouco, como cristão, em favor dos menos favorecidos. “Dai e vós será dado; uma boa medida, calcada, plena e transbordante, será derramada em vosso seio” (LC 6, 38).

 INDIFERENÇA, INIMIGA DO CRISTÃO

A fé no amor de Deus envolve o apelo e a obrigação de responder a caridade divina por meio de amor sincero. O primeiro mandamento nos ordena que amemos a Deus acima de tudo e acima de todas as criaturas, por Ele mesmo e por causa Dele. A indiferença à caridade, que, como virtude teologal, tem como origem, motivo e objeto imediato o próprio Deus, pode nos levar ao pecado, colocando-nos alheios ao amor de Deus. A indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor (§ 2094.CIC).

Papa Francisco nos orienta na sua catequese que o melhor antídoto ao vírus da indiferença são as obras de misericórdia. Como Família de Schoenstatt, sabemos, por nossa experiência histórica, a importância de se confiar plenamente no amor de Deus e de buscar fazer a diferença na vida das pessoas, na família e no mundo por meio do amor misericordioso, aquele amor amável, acolhedor, que olha o próximo com o olhar que Deus nos olha.

Por Filomena Abadia da Silva Tomé
União de Mães de Schoenstatt

By |2021-07-18T14:32:28-03:0018/07/2021|Notícias Tabor da Esperança|0 Comments
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