As Indulgências para o fim de 2021 e início de 2022

No primeiro e no último dia do ano civil a Igreja concede Indulgência Plenária aos fiéis recordando os benefícios concedidos por Deus a humanidade no tempo e na história. A Igreja não despreza o calendário civil que organiza o itinerário da sociedade e, inclusive nele, faz chegar à vida espiritual que leva o povo a consagrar toda a sua vida ao Senhor.

Para o último dia do ano civil – 31 de dezembro – a Indulgência está voltada a render graças a Deus pelo ano que está por se encerrar. Neste dia a Igreja concede Indulgência parcial aos fiéis que recitarem o hino do Te Deum de forma privada. Para lucrar a Indulgência Plenária, o fiel deve realizar as seguintes disposições: entoar o Te Deumde forma pública, em ação de graças pelo ano que se encerra somado as condições básicas para lucrar Indulgência Plenária – além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

Para o primeiro dia do ano civil – 1º de janeiro – a Indulgência está voltada a pedir a graça do Espírito Santo para que se possa viver bem, como cristãos, o novo ano que se inicia. Da mesma forma que a indulgência do dia 31, no dia 1º a Igreja concede Indulgência parcial aos fiéis que recitarem o hino do Veni Creator de forma privada. Para lucrar a Indulgência Plenária, o fiel deve realizar as seguintes disposições: entoar o Veni Creator, de forma pública, pedindo o dom do Espírito Santo para o ano que se inicia somado as condições básicas para lucrar Indulgência Plenária – além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

 

Para saber mais sobre as Indulgências

 

Segundo a Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina do Papa São Paulo VI, a indulgência “é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. De forma catequética, pode-se comparar o pecado a um ferimento no corpo. Quando se sofre alguma lesão, cuida-se da mesma e ela cicatrizará. Entretanto, por vezes, mesmo após ser curada, a cicatriz fica, uma marca no corpo lembra aquela ferida. Da mesma forma, o homem quando peca, após o arrependimento do pecado e a confissão sacramental, uma pena temporal, uma marca, fica no homem. As indulgências apagam essas marcas temporais que, são aquelas purificadas no Purgatório.

As indulgências podem ser parciais e plenárias. As parciais, como o nome já o diz, “liberam parcialmente da pena devida pelos pecados” já as indulgências plenárias “liberam totalmente da pena devida pelos pecados”. Uma pessoa pode lucrar inúmeras indulgências parciais durante o dia, de acordo com as normas apresentadas pelo Manual de Indulgências da Santa Sé, mas apenas uma indulgência plenária por dia. Tanto as parciais como as plenárias podem ser aplicadas ao próprio fiel, como também em sufrágio da alma dos fiéis defuntos, mas nunca a outro fiel ou pessoa viva, tendo em vista que Deus nunca fere a liberdade do homem.

Sabendo disso, as disposições para lucrar Indulgência Plenária em favor de si ou pelos fiéis defuntos é realizada a partir das seguintes práticas: “é preciso fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as seguintes três condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial.” Aí pode-se perguntar, mas o que rezar pelo Santo Padre? O próprio documento citado acima já responde: “A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano.”

Abaixo você pode conferir os dois belíssimos hinos oracionais que devem ser recitados publicamente, nestes dias, para lucrar indulgência plenária ou clique aqui para baixar e imprimir.

Fonte: Arquidiocese de Brasília

By |2021-12-29T10:31:43-03:0029/12/2021|Notícias Tabor da Esperança|0 Comments
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