111° aniversário sacerdotal Do Servo de Deus, Padre José Kentenich

Ele foi chamado por Deus para a vocação sacerdotal há 111 anos no dia 8 de julho de 1910.

Ele mesmo testemunha: “Ante o escuro cenário do tempo atual, digo-me: foi o Deus que o mundo atual ignora que me chamou. Talvez valha apena recordar brevemente, nesta perspectiva, a história de nossa vocação sacerdotal. Foi Deus que me chamou, Deo gratias! Quero repeti-lo sempre que experimentar dificuldades em minha vocação, sempre que experimentar e viver grandes desilusões. Não fui eu que me chamei, foi Deus que me chamou! Não foi qualquer terceira voz que me chamou; minha vocação vem de Deus! Deo gratias! Mesmo que me depare com grandes dificuldades, o Deus que me chamou está sempre comigo.
No vértice de sua vida, Jesus pronunciou uma frase semelhante: “Quem me enviou está comigo. Não me deixa sozinho porque faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8,29). Resumindo: peço-lhes que lancem um olhar retrospectivo à história de sua vocação e reflitam novamente sobre ela nesta perspectiva. Isso desperta interiormente a alma, que precisa abrir-se para as sementes da graça de Deus.

Recordando a história de sua vocação, creio poder fazer, em linhas gerais, três afirmações: a vocação pode ter passado por diversas etapas, mas em todas elas ressoou: é uma vocação extraordinária, uma vocação facilmente reconhecível e uma vocação eficaz.
Uma vocação extraordinária. Que quero dizer? A chamada que escutamos: “Vem e segue-me! ” (Mt 19,21) queria elevar-nos acima das baixadas comuns da vida. O “extraordinário” deve ser entendido em comparação com a chamada dirigida aos cristãos em geral. Deus também os chama a segui-lo, mas como são relativamente poucos os chamados ao círculo mais íntimo dos seus seguidores, os chamados ao sacerdócio!

É uma vocação extraordinária. “Non vos me elegistis: sed ego elegi vos.” – “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”(Jo 15,16). Tudo depende de vermos a palavra “Deus” numa relação mais profunda com a nossa vida. Como isso nos tranquiliza! Como penetra e ressoa de modo encorajador e vitorioso na nossa alma!
A vocação também foi facilmente reconhecível, pelo menos no momento em que tomamos consciência: é realmente Deus! A alma pode ter sido conduzida por noite e escuridão, porém no momento da decisão reconhecemos claramente a vocação.
Foi, ainda, uma vocação eficaz. Recordamos os obstáculos que a graça da vocação teve que superar até podermos subir ao altar para darmos nossa contribuição para o Reino de Deus, como membros a pleno título da comunidade. Sim, fui chamado por Deus”.

Fonte: Pedro Wolf – 2009 (Textos escolhidos do Padre José Kentenich sobre o sacerdócio) pg. 39

By |2021-07-03T10:23:36-03:0008/07/2021|Notícias Tabor da Esperança|0 Comments
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