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110º Aniversário Sacerdotal do Servo de Deus Padre José Kentenich – 3° dia

Enviado por Deus

Não fui apenas chamado por Deus, consagrado a Deus, mas igualmente enviado por Deus. Para que o bom Deus me chamou? Por que me consagrei a ele? Para me deixar enviar por ele! Com a ordenação sacerdotal recebemos o envio, que no final do retiro desejamos acolher novamente. “Como o Pai me enviou também eu vos envio” (Jo 20,21). Não ingressamos na comunidade para levarmos uma vida calma, numa ilha tranquila e pacífica.

Fomos inseridos na grande corrente da missão do Homem Deus. Que ressonância nestas palavras, para aqueles dentre nós que conhecem o tempo atual, para os que, entre nós, conhecem as terras do antigo paganismo e sabem como noite e trevas não cessam de lutar contra a Luz e de a combater. Sim, fomos inseridos na corrente da missão do Homem Deus, Deo gratias! Deus – assim diz a passagem que acabamos de citar-quer glorificar o seu nome através de mim em todo lugar para onde me enviar.

Escutemos as palavras que se referiam ao apóstolo Paulo e vejamos se também se aplicam a nós: “Eu mesmo Lhe mostrarei quanto lhe é preciso sofrer em favor do meu nome.” (At 9,16). Ser inserido na corrente da missão do Homem Deus significa para nós, obviamente, ser inserido na corrente da sua paixão.

Ser inserido na corrente da missão significa, também, ser incluído na grande corrente de seu trabalho. Vejam na Sagrada Escritura como esta missão era vinculante para os apóstolos. Não podiam ficar de braços cruzados, deviam trabalhar! As diferentes expressões usadas para designar o ministério apostólico e o ministério missionário apontam explicitamente nesse sentido: soldados de Cristo, Miles Christi (2Tim 2,3), trabalhadores na vinha do Senhor (Mt 20,1-16), pescadores de homens (Mt 4,19; Mc 1,17). Já que fomos enviados, precisamos trabalhar seriamente, trabalhar pelas almas imortais, mesmo que tenhamos que perecer. Não podemos procurar-nos a nós mesmos.

Queremos apenas lançar-nos de novo no infinito oceano de Deus. O Deus eterno, o Deus infinito envolve a vida de cada um de nós de forma singularmente profunda. Ele nos chamou pessoalmente, nos chamou pelo nome. Nós consagramo-nos pessoalmente a Ele e Ele nos enviou pessoalmente.

Fonte: Pedro Wolf – 2009 (Textos escolhidos do Padre José Kentenich sobre o sacerdócio) pg. 42

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