1º Encontro da Liga de Famílias de Schoenstatt – Santuário Tabor da Esperança Brasília/DF

No dia 28 de agosto de 2021 o Santuário Tabor da Esperança teve a graça de realizar, pela 1ª vez de modo presencial no ano de 2021, o Encontro da Liga de Famílias. Todos os cuidados foram tomados para que se cumprissem os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias do Distrito Federal, haja vista o atual estado pandêmico que se vive no país.
Tivemos a honra de receber como condutor e palestrante do encontro nosso querido Padre Wendell, Capelão do Oratório do Soldado, que nos proporcionou momentos indescritíveis de espiritualidade e aprofundamento nos ensinamentos deixados pelo Padre José Kentenich
retratados no livro Rumo ao Céu, na ótica da Exortação Apostólica (E.A.) Amoris Laetitia.
Estiveram presentes ao encontro 33 famílias, sendo 18 (dezoito) da LFS e 15 (quinze) convidadas a participar, entre elas, algumas do Oratório do Soldado. Os Jovens do Movimento Apostólico (JUMAS E JUFEM) providenciaram as atividades para as crianças, os tesouros das famílias, as verdadeiras pérolas preciosas.
A palestra principal baseou-se no aprofundamento dos dizeres do Hino da Minha Terra, escritos pelo Pai e Fundador da Obra de Schoenstatt durante a sua permanência no Campo de Concentração em Dachau/Alemanha, à luz do Cap. IV da E.A. Amoris Laetitia que discorre sobre o Amor no Matrimônio, o Hino à Caridade.
Em suas reflexões Pe. Wendell nos ensina que Amoris Laetitia faz uma grande revelação, aonde, na alegria do anúncio de Cristo se torna presente o nosso Santuário-Lar. Nesse lugar sagrado de oração o coração “se expande”, pois sabemos que Deus é bom e sempre nos dá a sua graça, e “se contrai” no momento em que vamos a Ele não só para pedir, mas também para oferecer tudo o que somos e temos, por meio das ofertas ao Capital de Graças. Nos mostra também que a alegria do amor em nós se torna novidade no mundo de hoje, e que
essa alegria se vive na família e sobe até aos céus. A boa-nova é o próprio Evangelho e a alegria do amor é o grande anúncio dos tempos atuais; nós precisamos de coragem e disposição para ser os anunciadores dessa boa notícia, a palavra de Deus.
E como ser família nos dias de hoje? A família existe porque há um vínculo que é representado pela Aliança de Amor. Schoenstatt é uma família de amor. O amor vincula, o amor une, o amor é a essência de Deus, na verdade o amor é o próprio Deus.
O Hino da Minha Terra se apresenta como a Terra do Amor e a nossa Aliança de Amor é uma oblação que fazemos de nós mesmos. Na Aliança de Amor existe um pacto entre os dois lados: aprender a amar e aprender a deixar-se amar, de outra forma não seria uma aliança. Nossa Senhora aceita a imperfeição dos nossos sacrifícios e orações e transforma tudo em graças, para nós e para o mundo inteiro. Ah, se nós fossemos assim, diz Pe. Wendell.

No Hino da Minha Terra Pe Kentenich nos fala que Schoenstatt é terra de beleza externa, e nos diz que a pureza é a verdadeira riqueza, e que a maior riqueza é um coração puro, a nossa riqueza, a riqueza da Liga de Famílias. A beleza de Schoenstatt está em primeiro lugar na pureza de Maria, e as famílias precisam ser espaço de pureza. O conceito bíblico de pureza é a transparência, ou seja, a mesma coisa que se é por dentro, se deve ser por fora. Os puros verão a Deus, e Maria é a pureza de Deus, a sua verdadeira riqueza. As novas famílias se revestem da pureza de Maria se a levarem para as suas casas. O sacerdote nos pergunta: estamos levando para as nossas casas as coisas que refletem a pureza de Maria? As coisas que assistimos e/ou fazemos chegar às nossas casas refletem o ensinamento e o amor de Cristo?

O Papa Francisco na E.A. Amoris Laetitia nos diz que a nossa casa é uma Igreja doméstica, um Santuário, aquilo que não pode ser profanado. Como estou vivendo a minha relação familiar? A fidelidade é sinal de beleza, estamos vivendo a fidelidade ao matrimônio e aos ensinamentos de Cristo? Pe. Wendell nos ensina que nós precisamos aprender a lutar contra nós mesmos para ceder às verdades de Deus que são contrárias à nossa vontade, pois não podemos ser escravos de nós mesmos. Se Schoenstatt é terra da liberdade eu não posso aprisionar ninguém, nem posso ter a sede de controlar os outros, senão ficarei escravo do meu próprio controle. Hoje vemos muitas famílias sendo construídas como verdadeiras prisões. Precisamos compreender que pelo matrimônio nós não somos presos, mas ficamos vinculados um ao outro. Nossas orações não podem conter falsas necessidades de posses, devemos colocar as nossas posses em Deus. Papa Francisco nos diz que devemos renunciar ao possuir. Em nossas orações digamos: Senhor, a família que vós me destes…, e não a minha família; os filhos que vós me destes…, e não os meus filhos. No dia em que nos encontrarmos face a face com o Criador, Ele não irá nos perguntar quantos diplomas os nossos filhos possuem, mas sim se nós os encaminhamos para a salvação.

O Hino da Minha Terra também nos diz que Schoenstatt é a terra da alegria, não da falsa alegria dos carnavais e das baladas noturnas; no verdadeiro cristianismo não podemos ter esse falso conceito de alegria. A verdadeira alegria ensinada pelo Pe. Kentenich é transformar a cruz em amor, transformar as nossas dores e os nossos sofrimentos em alegria para a alma, sermos alegres para o Criador.
Pe Kentenich também nos ensina que Schoenstatt é um lugar que Deus construiu para si, lugar aonde nós devemos amá-lo, lugar aonde Ele deu à Nossa Senhora a coroa e o cetro para que ela nos eduque, nos governe e nos dirija.

Para encerrar as reflexões Pe. Wendell nos ensina que, assim como Nossa Senhora está sempre pronta para o combate, habituada a vencer todas as batalhas, Schoenstatt também deve ser Terra pronta para o combate, porque conosco está a Vencedora de todas as batalhas. E também que, entrar na Terra de Schoenstatt é entrar na batalha da mulher contra o dragão, pois a Virgem Maria é o Exército em ordem de batalha. Tenhamos em conta que não é contra homens de carne e ossos que lutamos, e sim contra as forças deste mundo, contra o mal presente em todos os lugares. O mal para nós não é abstrato, é o próprio demônio, e Deus escolheu uma mulher frágil aos olhos da humanidade, para esmagar a cabeça da serpente. Invistam na formação dos seus filhos e netos, ensinem a fé para eles, as nossas famílias precisam ser educadas na fé. Nada te perturbe, Schoenstatt é Terra pronta para o combate!

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